terça-feira, 19 de abril de 2011
Obviedade
Há dias em que você se sente o pior de todos os seres humanos; pelo simples fato de um outro ser vir a desdizer o que você afirmou com veemência. É tão cortante quando você tenta fazer com que as pessoas à sua volta abram os olhos para as coisas que realmente importam, e não tem sucesso. Mais cortante ainda é ter de debater com pessoas que nem sequer tem argumentos. ESPÍRITO DE PORCO! POBRES DE ESPÍRITO! Difícil! O mundo não começou ontem, nem anteontem. Tampouco, o ano passado. Há bilhões de anos, isso tudo que vemos. Se o mundo existe há bilhões, existiram e ainda existem bilhões. Bilhões de pessoas, ideias, coisas, criações. E deste "bilhões", tudo é compartilhado! Nada é levado quando se acaba. A morte. Esse é o fim; pelo menos aqui. Sem fugas. O fato é que, a discussão, se trata de conhecimento. Estamos vivendo num mundo em que o saber parece ser o maior pecado do ser humano. Por ser perigoso e por ser audaz. Isso tudo, porque temos bilhões de pessoas e, dentre essas bilhões de pessoas, temos somente milhares de saber/sábios/inteligentes/interessados. Contudo, o que se tira disso,pelo menos é esse o sentimento que fica, é que não se pode mais ser inteligente. O mundo está buscando a igualdade e, em vez de todos se igualarem no saber, a maioria(desclassificada no quesito) está fazendo com que sabedoria seja tida como arrogância. Disso tudo se tira ignorância. Espírito de porco! POBRES DE ESPÍRITO! É tão fácil resolver o problema de favelas e distribuição de renda pra que não haja mais pobreza financeira, em contrapartida, é dificílimo resolver a questão da pobreza de espírito. Pessoas insistem em continuar com um pensamento mesquinho de ser e agir. Meu Deus! Onde a sociedade vai parar desse jeito? Mas não há motivos para se alarmar; pelo menos no que se diz respeito ao destino da sociedade. Interroga-se? Contraditório, não? É. Mas é seguro o destino da sociedade. São maioria os mesquinhos, mas a sociedade é e sempre será ditada pela minoria de "arrogantes". Então, quanto a seguridade da ética do saber, não é questão fortemente relevante, é temeroso só o modo em que a maioria continua pensando. Quem tem algo, sabe algo, quer dividir. Mas como compartilhar algo com alguém que já tem o que você está oferecendo? Por isso a insistência dos arrogantes em tentar levar, ao grupo majoritário, o que eles tem em abundância . Mas, reforçando e enfatizando o propósito, é inútil tentar fazer com que um burro passe num mata-burros. Ambas as partes erram nesse propósito: a minoria, por tentar colocar na cabeça da maioria um pouco do saber, e a maioria, por insistir no direito idiota de continuar menor. Em resumo, conclui-se que: o melhor que se tem a fazer é deixar prevalecer o direto cabível à maioria;direito da ignorância e exclusão. Quanto a minoria, não fraquejar a ponto de se assemelhar a maioria(insistir no que vai dar errado é burrice) e continuar na hegemonia. Afinal, para que querer que a minoria cresça e vire a maioria, se a minoria é que tem a maioria?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário