Simples por existir. Simples na existência.
Ela parece ser realmente o que demonstra.
Mas se não é, consegue que se curvem diante de sua hipocrisia fatal.
Ela tem olhos de quem realmente é feliz, de quem realmente ama. Ou, se não ama, de quem realmente quer dar amor. De quem realmente quer amar.
Com os olhos de criança imatura que é, consegue transmitir a decência de um ser supremo.
Não o mais supremo. Não o maior dos supremos.
Não o único dos supremos. Ser supremo!
Ela parece gostar de viver.
Ela parece gostar de encantar.
Se não gosta, ela encanta mesmo assim.
Mesmo sem querer. Mesmo sem tentar.
Ela não gosta. Gostam dela.
Podem querer amá-la.
Podem querer tê-la.
Mas isso eles não podem.
Isso não é pra eles.
Todos a têm. Todos a veem. Todos gostam dela.
Arrogância é querer ser seu dono.
Ela é de todos e não é de ninguém.
Ela é só dela. E dela, temos ela.
Ela nos dá. Ela nos permite.
A vida é bela.
E, na vida, temos ela.
Ela. Só ela. Tão bela. Singela.
Corpo e ar de donzela.
Seu caminho é comum enquanto por ele não passou.
Depois que passa, é passarela; é ponte pra alegria.
Sem conhecer, sem ver.
Só de ouvi falar.
Ela tem um encanto que mexe com a gente.
Ar de criança, perigoso.
Ingenuidade que domina.
Seu ar de criança em cabeça de mulher.
Velho ditado: "quem vê cara, não vê coração".
O jeito é tudo.
E tudo, é olhar pra ela.
Isso é mágico. Ver ela é motivo de existir.
Ela. Só ela.
É brincar de existir.
É brincar de ser.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
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